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terça-feira, 4 de agosto de 2020

FADO BAILADO

Noite de discos no extinto Café D. Abade, Alcobaça, Portugal (2013)

"Fado Bailado" é hoje de algum modo vítima do seu sucesso, de resto inesperado na altura da sua primeira edição. É o tipo de disco que ganhou um tal grau de popularidade que é, provavelmente, a primeira música portuguesa que um emigrante ou um estrangeiro ouve ao entrar num avião com destino ao nosso país. O tipo de disco que, eventualmente, se escuta quando se entra no elevador de um banco ou de um edíficio público ou, mesmo, quando se assiste a um casamento ou um baptizado. Como toda, ou quase, a música de Rão Kyao, "Fado Bailado" é um álbum de vocação ambiental que, devido à sua incidência num repertório de fados clássicos, entrou para o capítulo da música de fundo tipicamente portuguesa. Funciona, nessa medida, como um Mantovani ou um James Last lusitanos."

in "os melhores álbuns da música popular portuguesa (1960-1997)", edição conjunta Público e Fnac, texto de Luís Maio (Julho de 1998)


                            Fado Bailado - RÃO KYAO (1983)

terça-feira, 30 de junho de 2020

«TERTÚLIA», CAFÉ E POESIA

Montra alusiva às comemorações do Ano do Brasil no extinto Café Tertúlia, Alcobaça, Portugal (2013)

"... a tábua corrida voltou ao chão, tal como no princípio do século e as montras, mesas e cadeiras foram reabilitadas segundo uma perspectiva contemporânea, e hoje apresenta-se como uma casa de evocação a Virgínia Victorino, com algumas fotografias suas nas paredes, bem como peças de faiança antiga representativa das principais fábricas de Alcobaça, e vidros do início da «Crisal». Foi criada na altura da sua reinauguração, uma chávena da autoria de Ana Maria Botelho, um dos grandes nomes da pintura portuguesa. O espaço passou a denominar-se «Tertúlia», assumindo a sua vocação de sempre, organizando e recebendo, a partir daí, vários eventos culturais como lançamento de livros, sessões de poesia e conversas sobre vários temas nacionais e locais como a faiança, a orquestra típica, a banda ou as chitas de Alcobaça."

in "100 Anos De Comércio Em Alcobaça", de Jorge Pereira de Sampaio e Luís Peres Pereira


                                         Vá... Vá... - JOSÉ MÁRIO BRANCO (1982)